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quarta-feira, maio 10, 2006

Infinito particular, intransferível, compartilhável!

eis o melhor e o pior de mim
o meu termômetro o meu quilate
vem, cara, me retrate
não é impossível
eu não sou difícil de ler
vem, faça sua parte
eu sou daqui eu não sou de marte
vem, cara, me repara
não vê, tá na cara
sou porta-bandeira de mim
só não se perca ao entrar
no meu infinito particular
em alguns instantes
sou pequenina e também gigante
vem, cara, se declara
o mundo é portátil pra quem não tem nada a esconder
olha minha cara
é só mistério
não tem segredo
vem cá , não tenha medo
a água é potável
daqui você pode beber
só não se perca ao entrar
no meu infinito particular*





um infinito particular é sempre infinitamente reservado e confuso. quando dois infinitos se juntam não sobra espaço para mais nada. mas se forem definitivamente separados, estarão a infinitos anos-luz um do outro.**

(* arnaldo antunes / carlinhos brown / marisa monte
**daniel dolabella)

segunda-feira, maio 08, 2006

( 06/05 ), às 08:30


Saiu de casa acreditando que tudo estava longe.
Por isso o vale transporte, os dois reais.
Viveu seu dia,
Fez seu trabalho,
Sonhou seus pensamentos,
Viu seus amigos,
Estudou possibilidades de relacionamento.
Foi pra balada
No fim da noite excedeu o tempo num bar,
Conheceu um cara.
Fazendo pose,
Acabou dando pinta de que podia pagar a conta,
Ficou com fome,
Não comprou seu pastelzinho.
Entrou no ônibus
E não valeu o transporte.
De novo dormiu sozinho em casa.
Pensando em quem tava longe
E n´outro dia veria.